Esboço das Mensagens

                                                                    Para o Treinamento Internacional

                                                                 Para Presbíteros e Irmãos Responsáveis

                                                                            2-4 de Outubro de 2003

 

                                                                                    TEMA GERAL:

                                                 A SINGULARIDADE DA RESTAURAÇÃO DO SENHOR

 

                                                     A Diferença entre a Restauração do Senhor e o Cristianismo

(Mensagem 1)

 

           Leitura Bíblica: Ed 1; Hb 13:13; 1 Co 12:12

 

I.                   A restauração é o retorno a uma condição normal depois de uma degradação, dano ou perda – Dn 1:1-2; 2 Cr 36:22-23; Ed 1.

II.                Estamos na restauração do Senhor e Sua restauração é única; não há outra restauração, como não há outro Corpo de Cristo ou outro Novo Testamento.

III.             Precisamos ver a diferença entre a restauração do Senhor e o Cristianismo:

A.    O ensinamento do Cristianismo de hoje é semelhante ao de Tiago – certo até um certo ponto, mas carente dos pontos mais altos da revelação de Deus – Ef 1:17-23.

B.     A restauração do Senhor é absolutamente diferente porque está de acordo com o padrão da revelação divina, enquanto o cristianismo é carente dela.

C.    Os três aspectos da restauração do Senhor são a revelação de Deus, a vida do homem-Deus e a prática da igreja – 2 Co 13:14; Fp 1:19-21; Ap 1:11.

IV.              A restauração do senhor não é uma obra cristã comum ou ordinária; é o ajuntamento do remanescente do Senhor para restaurar o Reino de Deus na igreja – Mt 16:18-19; Rm 14:17; Ap 1:4-6:

A.    A restauração do Senhor não é uma obra, um ensinamento, uma teologia ou um movimento; a restauração do Senhor é o próprio Cristo como a semente de vida semeada para dentro de nosso ser – Mt 13:3, 37; Mc 4:3, 14, 26-29.

B.     O inimigo sabe onde está a restauração do Senhor e que ela o derrotará e estabelecerá o reino dos céus – Ap 11:15.

V.                 A restauração do Senhor é diferente da religião de hoje; é impossível haver reconciliação entre a restauração e o cristianismo – Mt 13:31-33, 44-46; Ap 18:4; 19:1-3, 7-9:

A.    A restauração é para trazer-nos de volta do sistema antibíblico de clero e leigos para o início da pura prática da vida da igreja, segundo a revelação divina – Ap 2:6, 15; Mt 16:18; Ef 2:20-22.

B.     Não pode haver nenhuma reconciliação entre o testemunho vivo do Senhor e a igreja tradicional – 1 Tm 3:15-16; 2 Tm 2:19-22.

VI.              O pano de fundo da restauração do Senhor é o cristianismo, cujas características são confusão e divisão – Gn 11:1-9; 1 Co 1:10-13:

A.    1 Coríntios 12:12 nos diz o que o Senhor quer ao invés de divisão e confusão: “um” posicionado em contraste com a divisão e “Cristo” posicionado em contraste com a confusão.

B.     O Senhor pretende restaurar Sua igreja da confusão e divisão, de volta a Si mesmo.

C.    Isto é o que é a restauração do Senhor – uma resposta à confusão e à divisão.

VII.           O que distingue a restauração do Senhor do cristianismo é nossa natureza e posição – Ef 3:8; 4:3-6:

A.    A igreja é uma entidade composta de Cristo como seu conteúdo e natureza; cristianismo é composto de divisões e tem coisas misturadas como sua natureza – 3:8.

B.     Para nossa posição a base da igreja é a unidade genuína – 4:3-6.

C.    Para permanecer na restauração do Senhor, devemos preservar Cristo como vida e a unidade como nossa posição – Cl 3:4; Ef 4:3.

VIII.        Há uma distância entre a restauração do Senhor e o cristianismo tradicional porque a restauração é baseada inteiramente na pura Palavra, enquanto o cristianismo é cheio de tradições – Pv 30:5-6; Mt 15:3, 6b; 13:33:

A.    A grande divergência entre a restauração e o cristianismo inclui três categorias de coisas que não são bíblicas – divisão, organização e tradições.

B.     A história entre nós tem sido uma saída total do cristianismo sem compromisso – Ed 1; Ap 18:4.

C.    A história da restauração do Senhor é uma história da saída da presente era maligna – Gl 1:4; 6:14:

1. Paulo precisava ser libertado do Judaísmo, a era religiosa de seu tempo.

2.      Hoje precisamos ser libertados do cristianismo, a era religiosa de nosso tempo.

D.    Não deve haver nenhuma ponte entre as igrejas locais e o cristianismo – Ap 1:11:

1.      Todas as coisas devem ser segundo a sua espécie (Gn 1:12); as denominações são segundo sua espécie e as igrejas locais devem ser segundo sua espécie.

2.      Devemos ser o que somos, sem compromisso ou fingimento.

E.     Devemos manter a distância entre nós e o cristianismo; quanto maior for esta distância melhor porque é uma distância entre nós e a presente era maligna – Gl 1:4.

IX.              A igreja é o tabernáculo ou templo de Deus (Ef 2:21-22); contudo, a igreja mudou, em natureza, de uma tenda para um arraial – Hb 13:13:

A.    O arraial significa um grupo de pessoas, em particular, um povo religioso, que não é fiel ao Senhor.

B.     Neste tempo presente, o cristianismo não é uma tenda, mas um arraial:

1.      Isto quer dizer que a igreja degradou para se tornar cristianismo.

2.      Em princípio, cristianismo como um sistema religioso compreende um grupo de pessoas religiosas pertencendo ao Senhor nominalmente e honrando ao Senhor com sua boca, mas tendo os seus corações em outras coisas que não são o Senhor – Mt 15:8-9; 2 Tm 3:5.

C.    De acordo com a história da igreja, aqueles que buscavam realmente o Senhor tiveram que deixar o cristianismo organizado, ou seja, deixaram o arraial e foram ao Senhor fora do arraial – Hb 13:13; 2 Tm 2:19.

X.                 É absolutamente pela misericórdia e arranjo soberano do Pai que estamos na restauração do Senhor – Rm 9:15-29.

 

                                                    Mensagem Um

 

A DIFERENÇA ENTRE

                 A RESTAURAÇÃO DO SENHOR E O CRISTIANISMO

 

Oração: Senhor Jesus, precisamos de Ti e te amamos. Tu és a nossa vida e não podemos viver sem Ti. Não podemos ter estas mensagens sem Ti. Dependemos de Ti de todas as maneiras e para tudo. Gostamos de dizer, de novo, Senhor, que nós te amamos. Nosso ser aqui é um testemunho que como Novo Homem nós Te amamos. Porque te amamos cuidamos pelo que está em Teu coração, cuidamos dos Teus interesses na terra e temos encargo pela Tua restauração. Por isto, gostaríamos de consagrar-Te estas mensagens, dando-Te o primeiro lugar em tudo, retendo-O como a cabeça e honrando-Te como a única fonte. Senhor, Tu disseste em Lucas 12:49 que vieste lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Na cruz Tu liberaste o fogo e agora como o Espírito Tu és o fogo. Senhor, queima-nos de novo. Venha como o Espírito sete vezes intensificado ardendo diante do trono, como os sete olhos do Cordeiro. Olhe para cada um de nós. Olhe para dentro de nós e por meio de nós. Arda nosso ser contigo mesmo até que o fogo da Tua restauração esteja de novo queimando em nosso coração. Senhor, olhamos para Ti. Derrame Tua bênção, dê-nos Tua Palavra e abençoe Tua restauração. Amém.

 

O tema geral destas mensagens é “A singularidade da Restauração do Senhor”.O encargo sobre a singularidade da restauração do Senhor não foi gerado de maneira leve ou arbitrariamente ou como produto do sentimento subjetivo de um ou uns poucos irmãos. Durante um período de tempo, este encargo emergiu sendo fortalecido por meio da oração e comunhão até que finalmente se tornou uma percepção cristalizada.

 

O próprio Senhor, do qual é a restauração, tem o encargo para que nós, presbíteros e irmãos responsáveis na restauração conheçamos a singularidade da restauração do Senhor. Não queremos simplesmente repetir itens ou aspectos da restauração do Senhor. Antes, o encargo é que conheçamos completa e profundamente o que faz a restauração ser única, distinta, diferente e separada não apenas do mundo, mas especialmente da religião. Por religião nós queremos dizer cristianismo. A singularidade da restauração do Senhor deve ser vista e entendida em contraste com o cristianismo como uma religião organizada.

 

Veremos mais adiante nesta mensagem que o pano de fundo da restauração do Senhor é o cristianismo. Em Esdras 1 o Senhor despertou o espírito de Ciro para proclamar o retorno dos cativos a Jerusalém para a reedificação do templo. Os espíritos de muitos foram despertados para subir a Jerusalém para edificar a casa de Deus. Levaram com eles os vasos de ouro e de prata, tipificando as experiências das riquezas de Cristo. Isto era uma restauração, mas tinha um pano de fundo. O pano de fundo, o contexto era o cativeiro na Babilônia, precedido pela degradação e idolatria entre o povo de Israel. A restauração do Senhor não existe em um vácuo. Ela existe com um pano de fundo de religião, do cristianismo organizado, ainda que o nosso ponto fundamental desenvolvido nestas mensagens é que a restauração do Senhor não é parte do cristianismo. Somos cristãos e amamos todos os cristãos. Sustentamos a fé comum, a fé uma vez dada aos santos e temos a salvação comum. Temos parte em comum destas coisas com todos os crentes. Não somos divididos deles, mas somos separados do sistema religioso. Não somos um ramo da grande árvore. Não somos parte da Grande Babilônia. Nossa obra não é uma obra cristã comum e ordinária. Em resumo, não estamos no cristianismo e não somos do cristianismo, como uma religião histórica e organizada.

 

A distância entre a restauração do Senhor e o cristianismo, como uma religião, é insuperável. Qualquer tentativa ou intenção de fazer uma ponte ou reduzir esta distância por qualquer razão expõe a carência de entendimento espiritual da natureza da restauração do Senhor. Há uma diferença irreconciliável entre a vida da igreja na restauração do Senhor e o cristianismo de hoje em quaisquer de suas formas. Não estamos divididos em espírito, coração ou atitude dos genuínos crentes em qualquer lugar onde possam estar, mas somos separados da Babilônia religiosa.

 

Possamos todos nós abrir nosso espírito, coração, mente e todo o nosso ser para um encargo que sinceramente cremos tem a sua origem no coração do Senhor referente à Sua restauração. Nesta primeira mensagem, Ele quer falar-nos palavras com fogo sobre a diferença entre Sua restauração e o cristianismo. Então nas oito mensagens restantes abordaremos oito assuntos – a verdade, economia de Deus, o Cristo Todo-Inclusivo, a vida eterna, Babilônia contrária a Jerusalém, o Espírito que dá vida, a maneira ordenada de Deus e os vencedores – que serão apresentadas e definidas como aspectos da singularidade da restauração do Senhor. Veremos de novo e de novo que a restauração do Senhor é única. Não somos uma parte do cristianismo. Segundo o irmão Lee, se qualquer destes pontos o incomoda isto indica que há algo em você que necessita do cuidado e do pastorear do Senhor. Se qualquer ponto nos aborrece porque toca em um elemento em nós relacionado a esta própria coisa que estamos falando, devemos nos abrir ao Senhor, voltar-nos a Ele e ter comunhão com Ele.

 

                                  UMA RESTAURAÇÃO É A RESTAURAÇÃO

                                  OU RETORNO A UMA CONDIÇÃO NORMAL

DEPOIS DA DEGRADAÇÃO, DANO OU PERDA

 

Uma restauração é a restauração ou retorno a uma normal condição após a degradação, dano ou perda (Dn 1:1-2; 2 Cr 36:22-23; Ed 1). Nosso critério na restauração do Senhor é a normalidade segundo Deus e a revelação divina. Assim, o irmão Nee falou da vida cristã normal e da vida normal da igreja. Simplesmente queremos ser cristãos normais e igrejas normais. Não estamos aqui para ser super ou “hiper”, mas normais. Normal deve ser definido pela Palavra de Deus, não pelo consenso religioso ou pela situação histórica. Nestes há degradação, dano e perda.

 

Muitas coisas têm sido perdidas, incluindo a experiência e o desfrute de Cristo em Sua Toda-Inclusividade, o real entendimento da vida eterna, o conhecimento da economia de Deus, a base local da igreja, a realidade do Corpo de Cristo, a genuína unidade, que é a unidade do Corpo de Cristo, o funcionamento orgânico do Corpo, o entendimento adequado do que é realmente o evangelho e a meta final da economia de Deus, a Nova Jerusalém. Tal perda combinada com o dano e a degradação exige restauração. Agradecemos ao Senhor por estarmos em Sua restauração. Esta é a restauração do Senhor, não a propriedade de algum irmão, cooperador, ministro ou mesmo o ministro desta era. A restauração é do Senhor e Sua restauração é única.

 

                                        ESTAMOS NA RESTAURAÇÃO DO SENHOR

E SUA RESTAURAÇÃO É ÚNICA;

NÃO HÁ OUTRA RESTAURAÇÃO,

COMO NÃO OUTRO CORPO DE CRISTO

OU OUTRO NOVO TESTAMENTO

 

Estamos na restauração do Senhor e Sua restauração é única. Não há outra restauração, como não há outro Corpo de Cristo ou outro Novo Testamento. Desde que a restauração do Senhor é única, então, não podemos falar da singularidade ou singularidade da restauração do Senhor? É desnecessário dizer que é verdadeira única ou a mais única; único é um superlativo por si mesmo. A restauração é única de sua espécie e não há outra. O inimigo gostaria de remover este aspecto único [sem igual, peculiar, singular], mas o ministério na restauração do Senhor está aqui para bater a porta na cara do maligno. Não nos comprometeremos. Não estamos buscando aceitação popular, nem forçando uma confrontação; contudo, somos o que somos. Somos a restauração do Senhor, então deixe-nos ser a restauração do Senhor.

 

Os judeus ortodoxos não se envergonham de se vestirem de uma certa maneira, seguir uma dieta específica e educar de uma maneira estrita os seus jovens. Eles não se envergonham de seus “quipar” ou quaisquer outros itens que eles devem exibir sobre suas pessoas. Possa o Senhor remover qualquer sentimento de vergonha ou reprovação por sermos a restauração do Senhor. Somos ou não somos. Nós mesmos precisamos ter a plena convicção de entendimento com relação ao que somos.

 

                                         NOSSA NECESSIDADE DE VER A DIFERENÇA

ENTRE A RESTAURAÇÃO DO SENHOR E O

CRISTIANISMO

 

Precisamos ver a diferença entre a restauração do Senhor e o cristianismo. Por cristianismo queremos dizer o sistema religioso organizado e tradicional. Não queremos dizer a fé cristã, apesar deste termo, estritamente falando, não se encontrar na bíblia. Nem queremos dizer os cristãos. Estamos falando do arraial, do sistema, do “ismo” no cristianismo.

 

                                            O Ensinamento do Cristianismo de Hoje é

                                  Semelhante ao de Tiago – Correto até um Certo Ponto

Mas Carente da Mais Alta Revelação de Deus

 

O ensinamento do cristianismo de hoje é semelhante ao de Tiago – certo até um certo ponto, mas carente da mais alta revelação de Deus (Ef 1:17-23). Este pensamento vem do Estudo-Cristalização da Epístola de Tiago. Tiago era piedoso, bíblico, de oração e espiritual, mas era um homem de mistura; ele sustentava certas verdades, mas sua epístola incorporava mistura. A igreja em Jerusalém sob sua influência tornou-se cheia de mistura (cf. At 21:18-20). O Senhor usou Seus exércitos sob o comando de Tito para destruir Jerusalém e o templo, não apenas por causa do judaísmo, mas também por causa do que a igreja em Jerusalém se tornou em sua mistura.

 

Admitimos até um certo ponto que as várias formas de cristianismo são corretos doutrinária e teologicamente, mas são carentes dos picos mais altos da revelação de Deus. Não estamos denegrindo, mas falando o fato. Há uma grande diferença entre as verdades no cristianismo e na restauração do Senhor.

 

                                   A Restauração do Senhor é Absolutamente Diferente

Porque está de acordo com o Padrão da Revelação Divina,

Enquanto o Cristianismo é Carente disto

 

A restauração do Senhor é absolutamente diferente porque está de acordo com o padrão da revelação divina, enquanto o cristianismo é carente disto. Qualquer tendência para baixar o padrão da verdade em nossa vida da igreja pode ser uma acomodação, inconsciente ou não intencional, ao cristianismo. A restauração do Senhor deve estar no mesmo nível da revelação divina.

 

                                       Os Três Aspectos da Restauração do Senhor são a

Revelação de Deus, a Vida do Homem-Deus e a

Prática da Igreja

 

Os três aspectos da restauração do Senhor são a revelação de Deus, a vida do homem-Deus e a prática da igreja (2 Co 13:14; Fp 1:19-21; Ap 1:11). Temos a revelação de Deus que inclui a economia de Deus, a Trindade Divina, o Cristo Todo-Inclusivo, o Espírito consumado, a vida eterna, o Corpo de Cristo e a igreja, consumando na Nova Jerusalém. A restauração do Senhor é a restauração desta revelação. Contudo, não é meramente uma restauração da revelação; é também uma restauração da vida do homem-Deus, uma vida na qual negamos o natural, a vida humana e vivemos Deus como nossa vida em nossa humanidade para a expressão da divindade na humanidade. Não estamos aqui meramente com uma revelação para ser seguida por meio de um viver comum, humano ou religioso. O Senhor quer restaurar o viver do homem-Deus individualmente e corporativamente. A restauração do Senhor é também a restauração da prática da igreja – a genuína, pura e apropriada prática da vida da igreja local com a consciência que uma igreja local é uma expressão do Corpo de Cristo. Isto é a restauração do Senhor.

 

                                      A RESTAURAÇÃO DO SENHOR NÃO É

              UMA OBRA CRISTÃ COMUM OU ORDINÁRIA MAS

                       A REUNIÃO DOS REMANESCENTES DO

            SENHOR PARA RESTAURAR O REINO DE DEUS NA IGREJA

 

A restauração do Senhor não é uma obra cristã comum ou ordinária, mas o ajuntamento do remanescente do Senhor para restaurar o reino de Deus na igreja (Mt 16:18-19; Rm 14:17; Ap 1:4-6). Por que não podemos cooperar com os obreiros evangélicos em suas pregações do evangelho? Quando uma certa atividade acontece em nossa cidade, levada a cabo por uma coalizão de grupos religiosos, por que não podemos participar disto? Em essência, a razão é que nossa meta é diferente. Nossa meta em pregar o evangelho é ganhar pessoas para o Senhor para a edificação da igreja como o Corpo de Cristo. Por ser esta a nossa meta, a nossa obra não é comum ou ordinária. Eu respeito, no Senhor, um particular evangelista bem conhecido nos Estados Unidos. Eu respeito sua pregação da cruz e sua pregação do evangelho como ele a faz. Contudo, depois que as pessoas vêm à frente, recebem um Novo Testamento ou um evangelho de João e um folheto, elas são encorajadas então a irem a uma igreja de sua própria escolha. Não podemos colaborar em tal cruzada quando de acordo com a Bíblia, conforme Atos, aqueles que são salvos são acrescentados à igreja naquela cidade (2:47). Se há quaisquer pontes, no todo ou em parte, existindo entre uma igreja local e o cristianismo, espero que voltemos, queimemos as pontes e ampliemos a distância. Nossa obra cristã não é ordinária ou comum.

 

A Restauração do Senhor Não é uma

Obra, um Ensinamento, uma Teologia ou um Movimento;

A Restauração é o Próprio Cristo como a

Semente de Vida Semeada em Nosso Ser

 

A restauração do Senhor não é uma obra, um ensinamento, uma teologia ou um movimento; a restauração é o próprio Cristo como a semente de vida semeada em nosso ser (Mt 13:3, 37; Mc 4:3, 14, 26-29). Por favor, não pense que a restauração é essencialmente uma obra e que se você se torna completamente capturado por esta obra, então você é absolutamente pela restauração. Éfeso tem muitas obras, mas se distraíram do próprio Senhor (Ap 2:2-4). A restauração do Senhor não é um ensinamento nem uma teologia. Estes não são a natureza real da restauração.

 

A restauração do Senhor não é também um movimento. Temos uma história e tivemos episódios de corrupção e degradação entre nós quando certos irmãos, geralmente pessoas fortes e capazes, trouxeram um certo tipo de movimento. Não somos um movimento. Alguns dos queridos santos mais antigos, que têm estado aqui por décadas e que foram negativamente afetados por um movimento, precisam perceber que o Senhor tem ainda um mover, mas não um movimento. Precisamos discernir entre um movimento e o mover do Senhor. A restauração é o próprio Cristo como a semente, a semente de vida, semeada em nosso ser. Esta semente se desenvolve e o desenvolvimento desta semente é a restauração.

 

O Inimigo Conhece Onde está a Restauração do Senhor e

Que a Restauração o Derrotará e

Estabelecerá o Reino dos Céus

 

O inimigo sabe onde está a restauração do Senhor, que a restauração o derrotará e estabelecerá o reino dos céus (Ap 11:15). A restauração do Senhor derrotará Satanás porque nos posicionamos na base da unidade do Corpo. Um reino dividido contra si mesmo, como é o cristianismo, não se sustenta. Contudo, não somos um reino dividido. Somos o reino de Deus e este reino derrotará Satanás e trará a manifestação do reino dos céus.

 

Os judeus que permaneceram na Babilônia não foram os que trouxeram o Messias à terra na primeira vez. Em Lucas 2 havia alguns santos idosos e piedosos, como Ana (v. 36) e Simeão (v. 25), que estavam orando no templo. Estes eram os restaurados. Foi por meio deles que o Senhor veio pela primeira vez e será por meio de Sua restauração que o Senhor virá outra vez. O inimigo sabe o que nós somos. Certamente, precisamos também saber o que somos.

 

A RESTAURAÇÃO É DIFERENTE DA

RELIGIÃO DE HOJE; É IMPOSSÍVEL HAVER

RECONCILIAÇÃO ENTRE A RESTAURAÇÃO E O

CRISTIANISMO

 

A restauração do Senhor é diferente da religião de hoje; é impossível haver reconciliação entre a restauração e o cristianismo (Mt 13:31-33, 44-46; Ap 18:4; 19:1-3, 7-9). Paulo diz, “Não só na minha presença, porém, muito mais agora na minha ausência” (Fp 2:12). Queremos ter comunhão com outros irmãos cristãos e receber todos os crentes, como sempre, mas não estamos “entorpecendo” a restauração do Senhor para ser aceita como um dos muitos grupos cristãos evangélicos fundamentais. Percebemos que é impossível haver qualquer reconciliação entre a restauração e o cristianismo.

 

A Restauração é para Trazer-nos do Sistema

Antibíblico de Clérigos e Leigos para o Início da

Pura Prática da Vida da Igreja, Segundo a

Revelação Divina

 

A restauração é para trazer-nos do sistema antibíblico de clérigos e leigos para o início da pura prática da vida da igreja, segundo a revelação divina (Ap 2:6, 15; Mt 16:18; Ef 2:20-22). Um pastor, um sacerdote ou um pároco em um grupo cristão que contata a restauração do Senhor, talvez por ler a Versão Restauração, e é iluminado pela verdade, precisa perceber que vir para este caminho é muito prático. Aqui não há clérigo e leigos; não há párocos, nem sacerdotes, segundo o entendimento tradicional, nem pastores e reverendos. Aqui há apenas irmãos. Você é capaz de vir e ser um irmão, sem uma oculta esperança em seu coração que depois de um certo tempo se tornará um super irmão, não um irmão, um membro do Corpo de Cristo. Admitimos que na prática não temos plenamente removido o sistema de clérigo e leigos, mas não voltamos onde estávamos em 1984. Estamos em nosso caminho.

 

Não há Qualquer Reconciliação Entre o Testemunho

Vivo do Senhor e a Igreja Tradicional

 

Não há nenhuma reconciliação entre o testemunho vivo do Senhor e a igreja tradicional (1 Tm 3:15-16; 2 Tm 2:19-22). Portanto, não devemos tentar, por meio de diplomacia ou negociação, ser reconciliados. Somos o que somos. Como veremos no transcorrer de todas estas mensagens, temos razões sólidas para sermos o que somos e as diferenças são irreconciliáveis. Há uma separação entre nós e todas as denominações, entre nós e todas as formas do cristianismo organizado. Não devemos desperdiçar nossa energia tentando fazer o impossível, ou seja, reconciliar a restauração do Senhor com o cristianismo tradicional. Isto não pode ser feito. Na verdade, por nossas tentativas estamos correndo o risco de nos tornar parte do cristianismo ou permitir as coisas do cristianismo invadir nossa igreja local a tal ponto de sermos uma igreja local em nome e posição apenas, mas sem a natureza de uma igreja local na restauração do Senhor. Tal situação seria terrível. Ainda mais, o sofrimento infligido aos santos buscadores é indescritível. Os santos que venderam tudo para estar na restauração do Senhor merecem uma liderança que seja absoluta e inflexível pela restauração do Senhor e sua singularidade. Hebreu 13:17 indica que teremos de dar conta não apenas por nós mesmos, mas pelas almas dos santos. Possamos lidera-los de uma maneira pura.

 

O PANO DE FUNDO DA RESTAURAÇÃO

DO SENHOR É O CRISTIANISMO, CUJAS

CARACTERÍSTICAS SÃO CONFUSÃO E DIVISÃO

 

O pano de fundo da restauração do Senhor é o cristianismo, cujas características são confusão e divisão (Gn 11:1-9; 1 Co 1:10-13). Os próximos quatro pontos são o coração do encargo desta mensagem.

 

Primeira aos Coríntios 12:12 nos diz que o Senhor

Quer ao Invés de Divisão e Confusão – a Palavra “Um”

\Posicionada em Contraste à Divisão e “Cristo”

Em Contraste à Confusão

 

Primeira aos Coríntios 12:12 nos diz que o Senhor que ao invés de divisão e confusão – “um”em contraste à divisão e “Cristo” em contraste à confusão. Agora estamos tocando a natureza da restauração do Senhor, a unidade do Corpo de Cristo, que é a unidade do Espírito. Um é contrário à divisão e Cristo é contrário à confusão. Onde houver outros elementos além de Cristo, aí haverá confusão.

 

O Senhor Pretende Restaurar Sua Igreja

Da Confusão e Divisão de Volta a Si Mesmo

 

O Senhor pretende restaurar Sua igreja da confusão e divisão de volta a Si mesmo. Primeira aos Coríntios 14:33 diz que Deus não é o autor, a fonte, da confusão, mas de paz. Não deve haver confusão em quaisquer das igrejas da restauração do Senhor. Se há confusão, há algo do anti-Cristo presente, “anti” significando não apenas contra, mas principalmente ao invés de. Onde há Cristo, há simplicidade, clareza e pureza.

 

A Restauração é Isto – Uma Resposta à

Confusão e Divisão

 

Isto é que é a restauração – uma resposta à confusão e divisão. Esta é uma nova definição da restauração do Senhor.

 

O QUE DIFERENCIA A RESTAURAÇÃO DO SENHOR

DO CRISTIANISMO É NOSSA NATUREZA E POSIÇÃO

 

O que diferencia a restauração do Senhor do cristianismo é nossa natureza e posição (Ef 3:8; 4:3-6). A singularidade está em nossa natureza e posição.

 

 

A Igreja é uma Entidade

Composta de Cristo como Seu Conteúdo e Natureza;

Cristianismo é Composto de Divisões e

Tendo Coisas Misturadas como Sua Natureza

 

A igreja é uma entidade composta de Cristo como seu conteúdo e natureza; cristianismo é composto de divisões e tendo coisas misturadas como sua natureza (3:8). No começo dos anos 60, o irmão Lee foi convidado a um certo lugar e quando lá chegou, havia um outdoor anunciando o seu nome. Ele os obrigou a remover a propaganda dizendo que se não o fizessem ele não falaria. Muitos dos queridos irmãos de hoje não tiveram nenhum passado no cristianismo, o que, por um lado, é uma misericórdia. Por outro lado, nosso passado no cristianismo tem sido um benefício por nos proporcionar um vívido contraste. Não queremos qualquer elemento do cristianismo em nossa prática da igreja. Se quisermos anunciar uma reunião de evangelho ou alguma especial reunião, simplesmente damos o aviso. Não temos que elevar o nome da pessoa que vai dar a palavra.

 

De acordo com a nossa história, toda vez que enfatizamos muito aumento é muito fácil para que o fermento, a mistura entre. Se não temos percepção ou sentimento a respeito do fermento, isto indica uma falta de discernimento, que é o resultado da carência de visão. Não somos imunes nem invencíveis, mas se estivermos claros, mistura com o cristianismo não acontecerá. Precisamos perceber que a natureza da restauração nos faz distintos do cristianismo. Não podemos ter qualquer coisa que é contrária ao próprio Cristo. Não pense que o Senhor verdadeiramente abençoará sua obra e seus esforços por aumento se você adotar os métodos do cristianismo. Você o faz a um grande custo.

 

Como Nossa Posição,

A Base da Igreja é a Unidade Genuína

 

Como nossa posição, a base da igreja é a unidade genuína (4:3-6). Não somos uma outra denominação e não somos uma seita. Posicionamos sobre a genuína base da unidade, primeiro, porque o próprio Senhor requer e, segundo, por todo o povo de Deus. Esta é a nossa posição.

 

Para Permanecer na Restauração do Senhor,

Nossa Necessidade é Manter Cristo como Vida e

A Unidade como Nossa Posição

 

Para permanecer na restauração do Senhor, devemos manter Cristo como vida e a unidade como nossa posição (Cl 3:4; Ef 4:3). A frase “Cristo, que é a nossa vida” em Colossenses 3:4 não é uma doutrina. Precisamos considerar o que está incluído nestas poucas palavras: Cristo nossa vida. A vida, a vida eterna, não é uma substância que Deus nos dá fora de Cristo. Vida não é um elemento que recebemos de Deus. Primeira João 5:11-12 diz, “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”.Cristo, a pessoa, é nossa vida. Para Cristo ser a nossa vida significa que Ele é nosso verdadeiro ser intrínseco. Nossa vida não pode ser separada de nós; não é algo exterior.

 

Para Cristo ser nossa vida significa que Cristo se torna nós. Paulo diz, “Cristo, que é a nossa vida”.(Cl 3:4). A palavra nossa se refere ao novo homem que é o Corpo de Cristo. “Cristo nossa vida” indica Cristo em Sua pessoa tornando-se nossa pessoa e nossa vida e implica no novo homem, o Corpo de Cristo. Deve ter muitos diferentes idiomas e culturas na restauração, mas cada um tem “nossa vida”. Não há um tipo de vida na Rússia e outro tipo de vida na França; há apenas “nossa vida”. Se quisermos permanecer na restauração do Senhor, devemos ter Cristo como nossa vida. Porque Cristo é a nossa vida, há uma consciência corporativa, uma consciência de Corpo, uma consciência do novo homem.

 

Portanto, se uma igreja local na América do Norte concorda em cooperar com o cristianismo, haverá algum sentimento no Corpo acerca disto por causa de “nossa vida”. Não podemos nos esconder atrás do limite da localidade e dizer, “Somos autônomos”.Sim, administrativamente somos distintos, mas uma igreja local é uma expressão local do Corpo de Cristo. O Corpo de Cristo é expresso como igrejas locais e há uma única vida no Corpo, que é a “nossa vida”.Esta é a restauração do Senhor em sua natureza. Tão logo somos levados pela nossa vida humana natural, estamos acabados. Cristo é nossa vida e a unidade é a nossa posição.

 

HÁ UMA DISTÂNCIA ENTRE A RESTAURAÇÃO DO SENHOR

E O CRISTIANISMO TRADICIONAL PORQUE A RESTAURÇÃO

ESTÁ BASEADA TOTALMENTE NA PURA PALAVRA

ENQUANTO O CRISTIANISMO ESTÁ CHEIO DE TRADIÇÕES

 

Há uma distância entre a restauração do Senhor e o cristianismo tradicional porque a restauração está baseada totalmente na pura Palavra, enquanto o cristianismo está cheio de tradições (Pv 30:5-6; Mt 15:3, 6b; 13:33). O Senhor disse aos religiosos que criticavam os Seus discípulos por comerem sem lavarem suas mãos conforme o ritual, “... invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição” (15:6b).

 

Quantas vezes ouvimos nosso querido irmão falar da pura Palavra! Não somos estreitos. O prefácio da Versão Restauração afirma que as notas de rodapé representam o melhor que o Senhor restaurou dos mestres no decorrer das eras. Estamos posicionados sobre os ombros de outros. Contudo, precisamos discernir entre o puro ministério na restauração do Senhor e a mistura que está em tantos, até mesmos clássicos, escritos cristãos, especialmente os muitos populares escritos cristãos dos dias de hoje.

 

No Estudo-Vida de 1 e 2 Reis irmão Lee comenta sobre o episódio das panelas que estavam envenenadas (2 Reis 4:40-41). O povo gritou: “Há veneno na panela”, e então Eliseu usou a farinha para anular o veneno. Na aplicação, nosso irmão disse que precisamos tomar cuidado das panelas venenosas no cristianismo (pg. 87). Temos o puro ministério com a pura Palavra contrário ao cristianismo, cheio de tradições.

 

A Grande Discrepância entre a

Restauração e o Cristianismo Inclui Três Categorias de

Coisas que não são Bíblicas –

Divisão, Organização e Tradições

 

A grande discrepância entre a restauração e o cristianismo inclui três categorias de coisas que não são bíblicas – divisão, organização e tradições. Divisão é claramente não bíblica. Ter organização humana ao invés do orgânico Corpo de Cristo é também não bíblico. Tradições não são também bíblicas.

 

A História entre nós Tem Sido uma Saída

Completa do Cristianismo Sem Mais Compromisso com Ele

 

A história entre nós tem sido uma saída completa do cristianismo sem nenhum compromisso com ele (Ed 1; Ap 18:4). A história pessoal e testemunho de muitos de nós é que nós saímos do cristianismo sem mais compromisso com ele. Eu me lembro que no final da primavera de 1966 quando estava para tomar uma decisão sobre o que fazer a respeito da denominação em que eu estava e o que iria fazer a respeito da pequena luz que eu tinha sobre a igreja. Eu estava na principal biblioteca da cidade de Detroit pesquisando um livro referência sobre denominações e considerando a possibilidade de mudar de uma denominação para outra. Eu me lembro que quinta-feira à noite quando cheguei ao ponto de uma decisão final, disse a mim mesmo, “As denominações são todas a mesma coisa. Em natureza são tudo o mesmo. Eu não posso fazer parte de qualquer uma delas”.Logo depois disto, minha jovem esposa e eu colocamos nossos pertences dentro de uma caminhonete e viajamos de Nova York para Califórnia. Então pela misericórdia do Senhor, por meio de uma série de acontecimentos, contatamos a igreja em São Francisco. Minha única questão era, “Isto é a igreja?” e era a igreja. Isto foi a misericórdia de Deus. Quando Ele me mostrou Efésios 3 acerca da base da igreja, eu terminei com o cristianismo. Muitos de nós podemos contar nossas histórias. Nunca voltaremos e nunca toleraremos acordo em nosso meio.

 

A História da Restauração do Senhor é uma

História de Saída e de Permanecer fora

Presente Era Maligna

 

A história da restauração do Senhor é uma história de sair e permanecer fora da presente era maligna. Isto é mostrado em Gálatas 1:4, que corresponde a Gálatas 6:14. Paulo diz, “O mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo”.O contexto do livro de Gálatas demonstra como a era maligna é o mundo religioso, especialmente o judaísmo. Para nós hoje a presente era maligna é muito mais a era maligna do cristianismo, como uma religião deformada e degradada.

 

A necessidade de Paulo ser resgatado do Judaísmo

A Era Religiosa de Seu Tempo

 

                                                    Paulo precisava ser liberto do judaísmo, a era religiosa de seu tempo.

 

A Nossa Necessidade Hoje é Ser Liberto do Cristianismo,

A Era Religiosa em Nosso Tempo

 

Hoje precisamos ser libertos do cristianismo, a era religiosa em nosso tempo. Podemos querer ser libertos de nossos pecados e maus hábitos que nos atormentam. Talvez somos iluminados em nosso ser e estamos desesperados em ser libertos de nossa disposição. Contudo, precisamos também estar desesperados para ser libertos do cristianismo, não apenas objetivamente, mas subjetivamente, do elemento constituinte e influência do cristianismo, que é contrário à vontade do Pai.

 

Não há Ponte entre as

Igrejas Locais e o Cristianismo

 

Não deve haver ponte entre as igrejas locais e o cristianismo. Ap 1:11 faz referência a sete igrejas locais, os candelabros de ouro. As coisas negativas nas igrejas em Apocalipse 2 e 3 vêm do mundo e da Babilônia. Nós todos concordaríamos que as coisas mundanas não devem entrar, mas devemos também concordar que as coisas babilônicas também não devem entrar.

 

Houve alguém que era ativo em certo lugar e mudou-se numa certa época para outro lugar para supostamente ter um tipo de vida de igreja. Por fim, ele se uniu a uma associação ministerial nessa cidade. Os ministros dessa associação não concordaram com a designação a igreja em. Então, ele obrigou os santos a ajustar a designação da igreja. Esta pessoa esteve na restauração do Senhor por um longo tempo, mas não parecia que estava totalmente liberto do cristianismo. Se você tentar edificar uma ponte entre a igreja e a organização, você terá uma comunhão confusa com os crentes (no original If you try to build a bridge, you have confused fellowshipping with the believers and the building of a bridge between the church and that organization). Também, se você construir uma ponte, o Senhor terá um meio para demoli-la. Há um grande abismo entre o homem rico e Lázaro conforme Lucas 16, mas também entre a restauração do Senhor e o cristianismo. Não devemos tentar liga-los.

 

Todas as Coisas Precisam ser Conforme Sua Espécie;

As Denominações São Conforme Sua Espécie, e as

Igrejas Locais Precisam ser Conforme Sua Espécie

 

Todas as coisas devem ser segundo sua espécie (Gn 1:12); as denominações são conforme sua espécie e as igrejas locais devem ser segundo sua espécie.

 

Precisamos Ser o que Somos

Sem Acordo ou Fingimento

 

Devemos ser o que somos sem acordo ou fingimento. Somos a restauração do Senhor. A igreja em Moscou é a igreja em Moscou. Nós apenas devemos ser o que somos. Isto não quer dizer que nos ofendemos facilmente e ordenamos que nos parem de criticar. Isto não quer dizer que somos orgulhosos, sectários, estreitos ou exclusivos. Antes, significa que somos genuinos. Somos a restauração do Senhor. Somos as igrejas locais na restauração do Senhor.

 

Nossa Necessidade de Manter a

Distância Entre nós e o Cristianismo;

Quanto Maior Esta Distância, Melhor Porque

É a Distância Entre Nós e a Presente Era Maligna

 

Precisamos manter a distância entre nós e o cristianismo; quanto maior esta distância, melhor porque é a distância entre a presente era maligna (Gl 1:4). A preocupação do irmão Lee era que, por fim, algumas pessoas sutis entre nós pudessem ser usadas pelo inimigo para tentar edificar uma ponte entre as igrejas locais e o cristianismo. Se há quaisquer começos de uma ponte, podem ser demolidos e podemos deixar aqui com uma distância ainda maior do que antes entre a restauração e o cristianismo.

 

A IGREJA É O TABERNÁCULO OU TEMPLO DE DEUS;

CONTUDO, A IGREJA MUDOU EM NATUREZA

DE UMA TENDA PARA UM ARRAIAL

 

A igreja é o tabernáculo ou o templo de Deus (Ef 2:21-22); contudo, a igreja mudou, em natureza, de uma tenda para um arraial. Hebreus 13:13 diz, “Saiamos, pois, a ele, fora do arraial”.O pano de fundo para isto está em Êxodo 32 e 33. Quando Moisés estava na montanha tendo comunhão com o Senhor face a face e recebendo Seu testemunho, o povo ao pé da montanha tornou-se degradado, envolvendo-se em idolatria por adorar o bezerro de ouro. Quando Moisés desceu, houve um forte tratamento com a situação já que o arraial se degradou. Moisés armou sua tenda fora do arraial e em Êxodo 33:7 é chamada de Tenda da Reunião (ou da Congregação). A presença e o falar do Senhor estavam na Tenda da Reunião fora do arraial. A Palavra nos diz que qualquer um que buscasse o Senhor tinha que ir fora do arraial, à Tenda da Reunião.

 

Por fim, o arraial veio significar organização humana, especialmente relacionada à religião. Quando o próprio Senhor veio, o judaísmo era tal arraial, uma organização religiosa. É significante que quando Ele veio, Ele veio como uma tenda: “A Palavra tornou-se carne e tabernaculou entre nós” (João 1:14). Qualquer um que quisesse contatar Deus em realidade e não meramente em forma tinha que neste dia sair fora do arraial religioso para Jesus, que era a única tenda. Ele foi crucificado fora da porta, fora da esfera terrena, fora do arraial, fora da religião.

 

Devemos também sair a Ele fora do arraial, onde Ele está. O Senhor em Sua restauração e por meio do ministério em Sua restauração tem nos ajudado a perceber que em princípio, o cristianismo de hoje é um arraial. É composto por pessoas que usam o nome do Senhor, mas que, na verdade, estão adorando algo além do Senhor e que não tem muito coração por Ele.

 

A restauração do Senhor não está no arraial do cristianismo. A restauração do Senhor é uma tenda fora do arraial, fora da porta. Muitos de nós podemos testificar e talvez precisamos testificar de novo com um espírito ardente que deixamos o arraial do cristianismo para nunca mais voltarmos. Viemos para a restauração do Senhor como uma tenda e temos desfrutado da presença do Senhor e do Seu falar fora do arraial.

 

Como são os irmãos líderes, assim é a igreja. Para onde os irmãos líderes vão, a igreja vai. Se não estamos claros a respeito do arraial e da tenda e se não podemos discernir entre o cristianismo e a restauração do Senhor, pode ser que a segunda estratégia de Satanás ganhará vantagem sobre nós. O que quero dizer por segunda estratégia? Conforme o livro de Apocalipse e segundo a história, o inimigo que odeia Deus, as coisas de Deus, o povo de Deus e o testemunho de Deus tentou primeiro destruir o testemunho de Jesus por meio da perseguição até a morte. Este foi o seu primeiro estratagema e não funcionou. Seu segundo estratagema foi misturar o mundo com a igreja; a mistura é o princípio da Babilônia. É trazer o mundo para dentro da igreja, casar a igreja com o mundo. O resultado de tal casamento e mistura foi o cristianismo, que se tornou uma imensa e monstruosa árvore. Esta monstruosa árvore é o pano de fundo para a restauração hoje.

 

Em algumas partes do mundo pode não haver proteção para os santos; portanto, o inimigo, o assassino, o mentiroso, o enganador e o atormentador persegue, aprisiona, tortura e até mesmo mata os irmãos; ele não mudou em sua atitude. Contudo, em outras partes do mundo ele usa o estratagema de misturar o mundo com as coisas de Babilônia com a fina e pura flor de farinha da oferta de manjares da vida da igreja na restauração do Senhor.

 

Pode ser que alguns pela graça do Senhor e vida de ressurreição tenham permanecido fiéis até à morte conquistando e vencendo a perseguição, apenas para sucumbir mais tarde à mistura e tentação religiosa. Eu vi isto em primeira mão depois de visitar a China continental em 1981, onde encontrei um irmão que, sob circunstâncias adversas, permaneceu fiel ao nome do Senhor e à Sua restauração não se importando com a sua própria vida. Então eu vi este mesmo irmão algum tempo depois no Ocidente. Ele ia de um lugar para outro, contratado para contar a sua história a vários grupos religiosos. Ele venceu a perseguição, mas não a mistura. Em muitos aspectos é muito difícil vencer em uma esfera cheia de luxo e facilidades aparentes, mas também cheios do acordo e degradação religiosa.

 

O Arraial Significa um Grupo de Pessoas, em Particular,

Um Povo Religioso, Que Não é Fiel ao Senhor

 

O arraial significa um grupo de pessoas, em particular, um povo religioso que não é fiel ao Senhor. Todo mundo sabe que a Igreja Episcopal nos Estados Unidos não é fiel ao Senhor. Há alguns verdadeiros crentes lá que terão que se levantar de dentro do arraial. Contudo, o que o Senhor gostaria é que muitos finalmente decidissem a deixar o arraial e encontrar uma tenda local. Talvez seja do Senhor que o Seu Espírito desperte os espíritos de uma outra geração de Esdras e Neemias e haja uma outra onda de retorno da Babilônia para Jerusalém. Possa o Senhor produzir isto.

 

 

Neste Momento, Cristianismo

Não é uma Tenda, mas um Arraial

 

                                            ,Isto Significa que a Igreja se Degradou e Se Tornou Cristianismo

 

Neste momento, cristianismo não é uma tenda, mas um arraial. Isto quer dizer que a igreja se degradou e se tornou cristianismo. O Senhor não encontrou um arraial. Ele próprio tornou-se uma tenda e em ressurreição Ele foi alargado para se tornar o Cristo corporativo, que também é uma tenda. Contudo, a igreja se degradou e se tornou cristianismo.

 

Em Princípio, Cristianismo como um Sistema Religioso

É Composto por um Grupo de Pessoas Religiosas,

Pertencendo ao Senhor em Nome e Honrando o Senhor

Com Suas Bocas, Mas Tendo Seus Corações

Colocados em Outra Coisa Além do Senhor

 

Em princípio, cristianismo como um sistema religioso é composto por um grupo de pessoas religiosas, pertencendo ao Senhor nominalmente e O honrando com suas bocas, mas tendo os seus corações colocados em outra coisa além do Senhor (Mt 15:8-9; 2 Tm 3:5).

 

Segundo a História da Igreja, Os que Realmente

Buscam o Senhor Tem que Deixar o Cristianismo

Organizado, Ou Seja, Deixar o Arraial e Ir ao

Senhor Fora do Arraial

 

Segundo a história da igreja, os que realmente buscam o Senhor tem que deixar o cristianismo organizado, ou seja, deixar o arraial e ir ao Senhor fora do arraial (Hb 13:13; 2 Tm 2:19). Isto quer dizer separação. A tenda é separada do arraial, mas os crentes na tenda não estão divididos dos crentes que permanecem no arraial. Não tenhamos medo de ser separados. Tenhamos a paz de perceber que somos separados porque estamos fora do arraial. Contudo, não estamos divididos; antes, esta separação é para a unidade do Corpo praticamente expressa nas igrejas locais.

 

É ABSOLUTAMENTE DA MISERICÓRDIA SOBERANA

DO PAI ESTARMOS NA RESTAURAÇÃO DO SENHOR

 

É absolutamente pela misericórdia soberana do Pai que estamos na restauração do Senhor (Rm 9:15-29). Muitos de nós estamos aqui, apesar de nós mesmos. O Senhor interveio em nossas vidas. Ele não respondeu a certas orações e não nos permitir ir para determinada direção. Ele não permitiu que certos sonhos fossem cumpridos. Antes, em sua misericórdia soberana Ele veio e nos levou para dentro de Sua restauração. É uma misericórdia estarmos na restauração do Senhor e sermos preservados nela. Possa a misericórdia do Pai preservar todos nós para sermos fiéis na restauração do Senhor até o fim. – R. K.