A Cristalização

A CHAVE PARA A BÍBLIA

 

Tradução não oficial e não revisada pelo autor do artigo “The Crystallization – THE KEY TO THE BIBLE” publicada em Affirmation  & Critique (www.affcrit.com), periódico pertencente ao Living Stream Ministry - Anaheim – CA – EUA, por João Lídio de Carvalho Neto para a  edificação da Igreja do Senhor Jesus Cristo, sem fim comercial.  E-mail do tradutor: joaolidiocn@ig.com.br

 


A

 economia de Deus é a chave para a Bíblia.  Isto significa que o princípio hermenêutico central no estudar as Escrituras é o Deus Triúno com Seu plano e arranjo para dispensar a Si mesmo em Sua Trindade Divina para dentro do Seu povo escolhido, redimido, e regenerado como sua vida, seu suprimento de vida, e seu tudo a fim de fazê-los Sua expressão corporativa, inicialmente como o Corpo de Cristo e finalmente como a Nova Jerusalém.  Este pensamento profundo, a linha central da revelação divina é uma hermenêutica da Bíblia, não conforme a atividade de Deus, mas conforme o ser intrínseco de Deus.  É uma chave hermenêutica extraída da revelação não meramente de como Deus age, mas de como Ele é.  O impacto da revelação bíblica do Deus Triúno sobre nosso entendimento da Bíblia deve ser profundo, e deve resultar num entendimento triplo: que em Sua existência orgânica eterna, o Deus Triúno é um Deus de vida, e como o Pai, o Filho, e o Espírito Ele goza uma existência de relacionamentos em vida; que os três da Trindade existem numa condição de amor perfeito, eterno, insondável; e que o Deus Triúno é uma incorporação, com o Pai, o Filho, e o Espírito mutuamente coinerindo e habitando um no outro e operando juntamente como um a fim de levar a cabo a economia divina.

 

Se virmos que a economia de Deus é a chave para a Bíblia, usaremos esta chave em nosso estudo de cada livro da Bíblia.  Em Êxodo, temos uma descrição maravilhosa de Deus e dos quatro assuntos cruciais – salvação, provisão, revelação e edificação.  O Deus revelado em Êxodo não é apenas o Deus soberano, mas também o Deus processado e consumado que habita no tabernáculo.  Com tal Deus, nós temos salvação plena e uma provisão espiritual abundante, consistindo da água viva e do maná celestial.  No monte de Deus – o lugar onde os buscadores  de Deus encontram-se com Deus e uns com os outros – nós recebemos revelação de Deus e entendemos que o desejo do coração de Deus é ter um lugar de habitação na terra com Seu povo redimido.  O alvo de Deus, por conseguinte, é o edificar – a expressão corporativa de Si mesmo em Cristo, o Filho primogênito de Deus, com os crentes em Cristo regenerados, transformados, e glorificados como os muitos filhos de Deus.

 

O princípio é o mesmo em Cântico dos Cânticos e Efésios.  Em Cântico dos Cânticos, vemos que o conteúdo intrínseco da economia de Deus é o romance divino e místico entre Deus e Seu povo escolhido e redimido.  O que temos em Cântico dos Cânticos, uma descrição poética de nossa experiência “romântica” de Cristo, é um retrato do Cristo amoroso e cortejador em Sua união com Seus crentes individuais.  Este retrato desvela a experiência progressiva de uma comunhão amorosa do crente com Cristo, que transforma os crentes corporativamente em Sua noiva, Sua esposa.  Tal experiência progressiva envolve quatro estágios: atraído por Cristo e arrastado por Ele em Sua doçura para ir após Ele para plena satisfação; chamado para ser libertado do eu por meio da unicidade com a cruz de Cristo; chamado por Cristo para viver em ascensão como a nova criação de Deus na ressurreição de Cristo; e chamado por Cristo mais fortemente para viver dentro do véu por meio de Sua cruz após nossa experiência de Sua morte e ressurreição.  Como resultado destas experiências, o buscador de Cristo torna-se uma “Sulamita” uma duplicação de Cristo para Sua satisfação e expressão.

 

E

fésios está estruturado de acordo com a economia de Deus.  Em cada capítulo, os elementos vitais da economia de Deus estão presentes, incluindo o Deus Triúno como a fonte, o dispensar do Deus Triúno como o meio, o espírito humano regenerado como o ponto focal do dispensar divino, e o Corpo de Cristo como o resultado do dispensar do Deus Triúno para dentro dos eleitos de Deus redimidos, tripartidos.  No capítulo um, nós vemos o Corpo de Cristo como a plenitude Deus, uma expressão orgânica de Deus; no  capítulo dois, o Corpo de Cristo como um novo homem, uma obra-prima orgânica e o lugar de habitação de Deus; no capítulo três, o Corpo de Cristo como a exibição sábia de Deus, uma constituição orgânica das riquezas de Cristo; no capítulo quatro, o Corpo de Cristo como o completamento singular da obra de Deus, o edificar e viver orgânico de Deus e do homem; no capítulo cinco, o Corpo de Cristo como a noiva, a contraparte e o aumento de Cristo; e no capítulo seis, o Corpo de Cristo como um guerreiro, um homem corporativo exercendo organicamente domínio e engajado na batalha espiritual.  Esta é a economia de Deus como a hermenêutica não apenas de Efésios mas mesmo de toda a Bíblia.  Se virmos esta chave, e a usarmos, a Bíblia tornar-se-á, para nós, aquilo que é para Deus – a revelação da economia divina.

 

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