Muro das Lamentações



Praça do Muro Ocidental.
Conhecido desde a antigüidade como Muro das Lamentações, o Muro Ocidental foi denominado assim por causa do desejo de reconstruir o antigo Templo. O acesso dos judeus ao local só foi possível após Jerusalém ser recapturada em 1967.
A praça foi criada como uma área para oração (tecnicamente é uma sinagoga) às vezes milhares das pessoas juntam-se aqui para oração.

 

Orações
A parede construída por Herodes no primeiro século a.C. é o lugar mais santo no mundo para os judeus.
As orações são oferecidas nesta parede três vezes por dia, com os seus mantos de oração brancos e azuis as pessoas se aglomeram esperando sua vez de aproximar-se do muro

 



Pedra grande

Um curso especialmente de grandes pedras é visível nas paredes meridionais e ocidentais. No oeste o " Curso Mestre " consiste em quatro pedras, a maior delas pesa cerca de 570 toneladas, com 3,5 metros de altura, 15 metros de comprimento, e entre 4 a 5 metros de profundidade.

A segunda maior pedra na parede tem 13 metros de comprimento. A maior pedra na Grande Pirâmide do Egito pesa apenas11 toneladas
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O Arco de Wilson
A área de oração ao ar livre dos homens continua por uma abertura na parede no lado norte, a passagem foi descoberta por um explorador britânico em 1860. Dentro desta área está um volumoso arco que originalmente foi construído por Herodes.
Embora atualmente tenha só 8 metros de altura, o arco originalmente tinha 25 metros, quando o vale central estava muito mais fundo.

 

Porta Barclay

O grande arco original do portão ainda está preservado na parede, contudo, o acesso é por uma pequena abertura

 




MURO DAS LAMENTAÇÕES

Após a destruição do Templo de Salomão por Nabucodonosor, um outro templo foi erguido em Jerusalem, sendo depois reformado por Herodes, o Grande, em 20 a.C.. Esse Segundo Templo veio a ser destruído por Tito, em 70 de nossa era. No local do Templo foram construidas duas mesquitas, sendo considerado o terceiro local mais sagrado do Islamismo

Apenas a parede ocidental sobrou do antigo Templo, sendo conhecida como "Muro das Lamentações". As pedras do alto são bizantinas. As debaixo, herodianas, herança da obra mandada executar por Herodes. As frestas entre as pedras adoradas estão hoje recheadas de papeizinhos com orações e pedidos de fiéis, É comum se deixar um bilhete com algum pedido secreto nas frestas do Muro. Dizem que o pedido será atendido.

O Muro das Lamentações é um dos lugares que mais impressionam em Jerusalém. Os rabinos, todos vestidos de negro, com aquelas tranças de cabelo enormes, orando em tom de lamento, balançando suas cabeças para um lado e para outro, chorando a destruição do Templo Sagrado, provocam um sentimento de muito respeito. Com chapéus de abas largas ou com enormes gorros de pele, era fácil identificar a nacionalidade de muitos dos rabinos presentes no largo pátio e em frente ao Muro.

O Muro das Lamentações tem o lado esquerdo reservado só para os homens, que devem cobrir suas cabeças, usando chapéus negros ou um kipá, que é emprestado na entrada. No outro lado, separado por uma cerca, só as mulheres têm acesso. As mulheres também devem cobrir suas cabeças com um lenço para ter acesso ao Muro.

Os judeus ortodoxos querem construir o Terceiro Templo no lugar do Primeiro, mas não podem porque os árabes construíram no local o que hoje se conhece como a Haram AshSharif (Esplanada das Mesquitas), terceiro local mais sagrado do islamismo, onde se destacam as mesquitas de AlAksa e a de Omar.

A cúpula da Mesquita de Omar ficou ainda mais brilhante em 1994, quando o Rei Hussein, da Jordânia, despendeu 8 milhões de dólares para cobrila com 85 kilos de ouro misturado com cobre e níquel. Como se sabe, mesmo após a Guerra de 1967, quando Israel tomou o restante de Jerusalém dos árabes, a wafd (custódia) da Haram AshSharif continuou sendo da Jordânia.

Além da Arábia Saudita, os palestinos de Yasser Arafat também querem ser os guardiães daquele sítio sagrado, assim como os mullahs (religiosos) iranianos. Os judeus ultraortodoxos querem destruir as mesquitas, jogando bombas e enormes blocos de pedra, do alto, a partir de helicópteros, para conseguir o espaço necessário para a construção do novo Templo.